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    January 27

    A 1ª Missa do Colégio de Piratininga

    Por isso, alguns dos irmãos mandados para esta aldeia no ano do senhor de 1554, chegamos a ela a 25 de janeiro e celebramos a primeira missa numa casa pobrezinha e muito pequena no dia da conversão de São Paulo, e por isso dedicamos ao mesmo esta esta casa.
     

    A carta acima pode ser considerada a certidão da fundação do Colégio de São Paulo de Piratininga, nos relata como foi o ato, oferecendo-nos as seguintes informações:
    - Local: era a aldeia de onde Anchieta escreveu, Piratininga.
    - Data: 25 de janeiro de 1554.
    - Como: pela celebração de uma missa.
    - Quem: alguns jesuítas “mandados” pelo superior provincial, Pe. Manuel da Nóbrega.
    - Cerimônia presidida pelo superior local, Pe. Manuel de Paiva.
    - Presentes: Tibiriçá, João Ramalho, Bartira, os jesuítas membros da nova comunidade, entre eles, José de Anchieta, muitos índios e colonos.
    Foi celebrada ao ar livre, já que a casa construída por Tibiriçá, a pedido de Nóbrega, era muito pequena, como descreveu Anchieta na carta quadrimestre a Santo Inácio.
    Os relatos (cartas) dos jesuítas, responsáveis pela catequese e educação dos cristãos e dos gentios, são a documentação existente sobre os primórdios da fundação da cidade de São Paulo, ocorrida por meio da 1ª Missa neste sítio.
    Piratininga era o nome dado ao Planalto Paulista. Quando Martim Afonso de Souza empreendeu a colonização de São Vicente, já encontrou João Ramalho casado com Bartira, filha do cacique Tibiriçá, chefe dos Guaianases, que havia chegado à região entre 1500 e 1510.
    Fundada São Vicente, Martim Afonso de Souza transpôs a Serra  para oficializar o povoado do Santo André da Borda do Campo. Nomeou então João Ramalho Capitão Mor dos Campos de Piratininga.
    Decorridos cerca do vinte anos, Tomé de Souza, primeiro governador geral do Brasil, visitou São Vicente, acompanhado do Pe. Manoel do Nóbrega, primeiro provincial da Companhia do Jesus no Brasil.
    Ele subiu ao planalto pela primeira vez em agosto de 1553, ficando impressionado com o lugar e animado por encontrar várias famílias cujos filhos estudavam no litoral. Decidiu então transferir a escola para lá, desrespeitando a proibição de Tomé de Souza de penetrar o sertão adentro.
    Segundo o relato de Anchieta, em carta a Inácio de Loyoloa, alguns irmãos chegaram na aldeia onde rezariam a 1ª Missa em 25 de janeiro de 1554, vindos muito provavelmente de Santo André da Borda do Campo. A 1ª Missa foi celebrada pelo Pe. Manuel de Paiva, ao ar livre, já que a edificação construída por Tibiriçá a pedido do Pe. Manuel da Nóbrega era muito pequena.
    E, segundo Tito Lívio Ferreira:
    Os jesuítas chefiados por Manoel da Nóbrega vão diretamente à casa de João Ramalho, em Santo André da Borda do Campo, onde pernoitam. No dia seguinte, ao romper da madrugada, tomam o caminho de Piratininga, onde chegam manhã alta. Padre Nóbrega designa o Padre Manoel de Paiva para celebrante da missa de 25 de janeiro de 1554, no alto do Inhapuambuçu. Serve-lhe de acólito o irmão José de Anchieta. Padre Paiva eleva o cálice do sacrifício. Anchieta retine a campainha cujo eco se perde no silêncio do terreiro. E Manoel da Nóbrega, com os olhos no céu, pede as bençãos de Deus para o Real Colégio Nascente.
     

    A distância entre Santo André e São Paulo é de cerca de 20 quilômetros. Para uma tropa comum, composta de pessoas e jumentos, é percorrida num intervalo cerca de 5 a 6 horas (considerando uma marcha de 3 a 4 km/h). Considerando-se a rotina dos padres jesuítas e que a região era frequentemente atacada pelos índios Carijós, é muito provável que tenham partido pouco antes do amanhecer, que se deu às 05:46 horas.
    Como não deve ter ocorrido muito tempo entre a chegada dos jesuítas e o início da 1ª Missa, podemos supor que o horário para este início esteja entre 10:00 e 12:00 horas.
    O resultado obtido para o cálculo da hora ajustada para a 1ª Missa do Colégio de Piratininga é 10:35 do dia 25/01/1554.
    Este trabalho está disponível para download.
    November 16

    Mudança de endereço

    Caros amigos e amigas
    Em razão da maior facilidade para postar textos, os novos artigos estão sendo colocados no novo blog: www.abracadabrazen.blogspot.com
    Espero que curtam.
    Não deixem de acompanhar as novidades no site: www.abracadabrazen.com.br
     
    April 09

    Os Inconvenientes do Inglês para a Comunicação Aeronáutica Internacional


    Posto um excelente artigo que merece a nossa reflexão em tempos de chaos aéreo...

    As Nações Unidas (ONU) surgiram em 1945. E, por sua vez, a ONU criou a Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO/OIAC). Em 1951, a OIAC simplesmente recomendou o uso do inglês na aviação civil. Se ao invés dessa simples recomendação houvessem estabelecido uma regra, o aprendizado do inglês seria obrigatório para todos os pilotos, seriam submetidos a exames, além de serem obrigados a dominar essa língua. Mas até hoje o inglês é uma matéria meramente opcional na formação dos pilotos.
    Quando se recomendou o uso do inglês, foi por oportunismo. Os EUA dominavam o mundo e não conheceram o estrago da guerra em seu território. Potência econômica e política, os EUA eram o maior produtor de aviões. Nada mais natural do que recomendar o inglês como língua internacional.
    Mas naqueles dias nenhum estudo sério havia sido feito com vistas a catalogar as qualidades relativas de outras línguas além do inglês. Até que em 20 de novembro de 1997 a Comissão de Navegação Aérea da OIAC estabeleceu uma missão conhecida pela sigla ATM-9702. Tratava-se de "fornecer um estudo detalhado de todos os aspectos relacionados às comunicações verbais ar-terra e terra-terra na aviação civil internacional", segundo Gene Griffiths, colaborador da OIAC.
    O relatório visava assistir a Comissão de Navegação Aérea da OIAC em suas deliberações. Paralelamente ao esforço necessário visando um uso menos aleatório do inglês, a Comissão tem por tarefa procurar uma língua mais adequada para uso nos próximos séculos. Porque o inglês apresenta deficiências que fazem mesmo necessária a sua substituição por uma outra língua.

    OS PROBLEMAS ATUAIS
    No mundo inteiro, 569 dos 1017 acidentes de avião foram imputados à tripulação. Em outras palavras, foi a tripulação, mais que as deficiências técnicas ou as condições atmosféricas, a principal responsável nesses acidentes. Logo, para alcançar uma maior segurança, é preciso concentrar as atenções sobre a tripulação, mais que nos aspectos físicos. Seu comportamento a bordo provém de informações verbais trocadas, por um lado, entre os membros da tripulação, e por outro entre estes e os controladores de vôo. Em sua participação no jornal da rede CBS em 30 e 31 de março de 1998, Dan Rather destacou os riscos ligados à situação atual.
    A falta de capacidade no uso do inglês por pilotos e controladores de vôo de línguas maternas diferentes causa acidentes. Aliás, essa é uma das 5 categorias de acidentes, segundo a Flight Safety Foundation (Fundação para a Segurança de Vôo). A maior parte desses acidentes ocorreram fora dos EUA, mas havia norte-americanos a bordo, o que coloca esse problema tanto para a FAA (agência norte-americana para a aviação) como para a OIAC. Por exemplo, a colisão em pleno céu da Índia em novembro de 1976, na qual estava envolvida uma tripulação que falava três línguas maternas diferentes, fez 349 vítimas, das quais dois norte-americanos. Da mesma forma os membros da tripulação cuja língua materna não era o inglês provocaram os acidentes em Guam, na Indonésia, em Taiwan, e também na Colômbia, em maio de 98.
    Além disso, Frank Price, diretor de uma divisão da FAA declarou "Ao contrário do que acontecia anteriormente, o tráfego aéreo internacional vem até o coração dos EUA. Cada um dos Centros de Controle de Tráfego Aéreo da FAA se vê confrontado com o tráfego internacional".
    Chega a acontecer até mesmo que os próprios pilotos norte-americanos enfrentem dificuldades usando o inglês, uma vez que falam dialetos e também pelo fato de que no inglês abundam palavras homônimas e homófonas, o que pode provocar interpretações errôneas.

    AS DEFICIÊNCIAS DA LÍNGUA INGLESA
    A - A existência de inúmeras variantes impede a criação de uma norma.
    1) Dado que o inglês espalhou-se pelo mundo tão rapidamente através do colonialismo, existem atualmente vários dialetos do inglês. Por exemplo, o da Austrália, o da Nova Zelândia, o da Irlanda, o da Escócia, o da Índia.
    2) Dado que o inglês não é regulado nem por uma Academia, nem por princípios de autoridade, há variantes locais. Por exemplo, nos EUA temos o inglês (norte-americano) do Brooklyn, de Boston, do Sul dos Estados Unidos. Na Inglaterra há o cockney e também o inglês falado no oeste de Londres.
    3) Os falantes que não têm o inglês como língua materna aplicam seus próprios hábitos aos sons do inglês, o que dá variações de sotaque bem marcado, como o de Nelson Mandela.

    B - Incompatibilidade com o sistema métrico.
    1) O Reino Unido, assim como as ex-colônias, adotaram o sistema métrico. Apenas os EUA se recusam.
    2) Os instrumentos de bordo registram em "polegadas de mercúrio", "milhas marinhas", "nós" e "pés", unidades estranhas para 95% da população mundial, que já chegou a um sistema racional e coerente.
    3) Por conseguinte, o pessoal aeronáutico se vê na obrigação de traduzir mentalmente essas unidades de medida não-métricas dos EUA, estranhas àquelas que aprenderam na escola. Uma carga adicional para o raciocínio, no caso por exemplo de uma situação de crise, sobretudo se o piloto é confrontado com uma falta de oxigênio ou a qualquer outro mal-estar.

    C - O aprendizado do inglês pelos falantes não-anglófonos é difícil, pela presença de tantas irregularidades.
    A linguagem da aviação é para se adquirir em profundidade. Não basta possuir um vocabulário limitado para ser operacional na navegação aérea. Para enfrentar situações críticas é necessária uma capacidade lingüística muito superior àquela de decorar simples expressões. Em 8 de maio de 1998, uma tempestade de granizo arrancou a antena do radar e quebrou o pára-brisas de um avião de linha com destino a Chicago. O piloto, privado do uso de seus instrumentos e da visão do solo, valeu-se das instruções de um controlador de vôo que dominava o inglês perfeitamente e pôde então aterrisar suavemente.
    O controlador em serviço na ocasião do acidente da American Airlines em 1995, na Colômbia, bem que quis interrogar o piloto sobre sua posição no corredor aéreo, mas não pôde se expressar. Jack C. Richards, o autor de um ensaio intitulado "O CONTEXTO NO ENSINO DE LÍNGUAS" é de opinião que uma terminologia especializada é melhor aprendida no contexto geral da língua à qual pertence. A ênfase (a insistência sobre certas palavras) e a entonação desempenham um papel importante na comunicação e é preciso dominar bem o inglês para descobrir diferenças sutis. Eis um exemplo: "The flight attendant called the passengers' names". A forma escrita, claro, não deixa qualquer dúvida; a frase significa apenas "A comissária chamou os nomes dos passageiros". O apóstrofe está lá para evitar a ambiguidade. Mas em inglês a frase “The flight attendant called the passengers names" (sem apóstrofe) tem outro sentido: "A comissária chamou os passageiros de todos os nomes" (= os insultou). Ora, se essa frase é pronunciada, apenas a entonação (a música e o ritmo da frase) permite a interpretação correta.
    Como destaca Shannon Uplinger, dos Serviços de Tradução Uplinger, "O conhecimento de uma terminologia especializada - como a da navegação aérea - é assimilada mais facilmente quando primeiro se adquirem os outros aspectos da língua, por exemplo os princípios que regem a formação de palavras e a estrutura da frase. Ensinar e testar o conhecimento da terminologia de aviação através de listas de termos e expressões é fazer dos controladores de vôo meros papagaios, que se desorientam quando confrontados com situações excepcionais ou estressantes; enquanto isso, as pessoas que dominam bem o inglês em geral sabem utilizá-lo de forma eficaz nas situações mais variadas".

    As dificuldades encontradas por pilotos não-anglófonos que aprendem o inglês são enormes. Eis algumas:
    1) Os 44 sons (fonemas) da língua inglesa não podem ser foneticamente representados pelas 26 letras de seu alfabeto. Daí o incrível problema de sua ortografia, quando se sabe que há mais de 250 formas de se escrever esses 44 sons. Isso torna a leitura de instruções e a redação de relatórios extremamente difícil.
    O IDEAL = UMA LETRA PARA CADA SOM.
    2) Problemas despertados pela sílaba tônica: qual sílaba se deve acentuar? É principalmente na má acentuação que se reconhecem os falantes não-anglófonos: uma mesma palavra (escrita) toma significado diferente de acordo com sua acentuação, e portanto de acordo com sua pronúncia. Por exemplo, "refuse": a) REFuse = dejetos, detritos b) reFUSE = recusar c) RE-FUSE = refundir
    O IDEAL = UM ACENTO TÔNICO ÚNICO PARA CADA PALAVRA.
    3) Formas irregulares de plural. Se "man" vira "men" no plural, por que "pan" não vira "pen"?
    O IDEAL = TODOS OS PLURAIS FORMADOS DA MESMA MANEIRA.
    4) Quase 300 verbos são irregulares em inglês.
    O IDEAL = NENHUM VERBO IRREGULAR.
    5) As vogais são de extrema importância, porque são elas que esclarecem o sentido das palavras. Ora, o inglês possui 12 sons vogais diferentes (+ 8 ditongos), o que exige anos de prática antes que se possam dominá-los.
    O IDEAL = NÃO MAIS DE QUE 5 SONS VOGAIS, COMO EM ESPANHOL.
    6) O fato de que uma palavra em inglês pode freqüentemente ter vários significados, nos permite fazer trocadilhos, mas confunde os estudantes estrangeiros da minha língua. Assim, há um dicionário que se gaba de dar 500 mil definições para suas 100 mil palavras, ou seja, 5 definições por palavra! Para palavras tão simples e corriqueiras como "run" ou "get", encontram-se 30 significados.
    Em um estudo de 6527 relatórios de vôo redigidos por pilotos e controladores de vôo e dirigidos ao Sistema de Relatórios de Segurança da Aviação, foram detectados 529 incidentes que Grayson & Billings caracterizou como "palavreado ambíguo".
    O IDEAL = AS PALAVRAS TEREM APENAS UM SIGNIFICADO, NÃO AMBÍGUO.
    7) Em inglês há cerca de 5 mil expressões idiomáticas. Trata-se de um palavreado de uso corrente e para o qual não se pode traduzir o significado de cada uma das palavras. O anglófonos de nascimento manejam sem qualquer dificuldade esses elementos lingüísticos de conotação cultural, mas os demais falantes, não.

    Os pilotos anglófonos teriam facilmente uma tendência de recorrer espontaneamente a expressões desse tipo em situações críticas, deixando seus interlocutores estrangeiros se perguntando o que significa uma frase como "I'm out of time" - poderiam pensar que o piloto rompeu o tempo x espaço (quando se trata de "Estou atrasado"). Ou então do tipo "dead reckoning": trataria-se do número de vítimas que morreram? (trata-se na verdade do "chutômetro") Enormidades lingüísticas desse tipo abundam no glossário piloto/controlador de vôo do Manual de Informação Aeronáutica da FAA.
    O capitão John Cox, da companhia aérea US Airways, declarou: "Nos dão um léxico cheio de abreviações, acrônimos e de jargão profissional, mas pense só no número de variantes do inglês. O que nós dizemos pode mesmo confundir, nós temos problemas com os as gírias, os homônimos (por exemplo, "to", "too", "two") etc...
    O IDEAL = UMA LÍNGUA COM UM REDUZIDO NÚMERO DE EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS, DE GÍRIA E DE JARGÃO PROFISSIONAL.

    CONCLUSÃO
    Levando em conta todos esses inconvenientes do inglês, não é justo impor um aprendizado tão árduo para todos os não-anglófonos. E, além dessa injustiça, é preciso saber que de qualquer forma eles JAMAIS APRENDERÃO O INGLÊS DE FATO, essa língua tão difícil para os estrangeiros. É preciso criar uma comissão encarregada de encontrar uma língua apresentando um número reduzido de inconvenientes, mas precisamente uma língua que atenda aos 7 critérios acima indicados. Em seguida será preciso substituir, pouco a pouco, o inglês por essa outra língua, mais adequada para esse fim.
    Enquanto aguardamos, tentemos fazer com que o inglês não seja mais a fonte de tantos problemas. Um estudo realizado em conjunto pela NTSB e pela FAA, com um orçamento de 500 mil dólares, será iniciado em junho de 1998. Mas como declarou Shannon Uplinger: "Supondo até que se faça o melhor ensino possível da língua inglesa, não se suprimirão jamais as ambiguidades inerentes a essa língua e não será compensada a falta de disciplina, a fadiga e os outros problemas da profissão. Mas esse aprendizado aumentará a capacidade dos controladores de vôo e reduzirá fortemente o risco de que eles e os pilotos se comuniquem sem se compreenderem".

    Kent Jones (Chicago, EUA), é engenheiro civil aposentado. Seu primeiro contato com a aviação foi durante o serviço militar na marinha norte-americana. Foi técnico em eletrônica na unidade de Aproximação Controlada por Terra na Estação Naval de Barber's Point, em Oahu, Havaí.

    March 21

    Ingresso do Sol em Áries 2007 - São Paulo

     
    Como muitos de vocês ou de nós, por ocasião do ingresso do Sol em Áries, optei por fazer um pequeno ritual.
    Havia dado uma olhada no "céu" e, ao avaliar as configurações astrológicas, preferi não me impressionar com elas.
     
    Primeiramente, o que é esse tal de ingresso do Sol em Áries? Muitos talvez desconheçam que o grau zero de Áries é também conhecido como Ponto Vernal. E, não se trata apenas de um novo ciclo astrológico, mas também, astronômico, tanto que determina o iníco dõ ciclo das estações do ano. Neste dia (e exatamente na hora indicada), visto de nosso planeta, o Sol cruza o plano do Equador em direção ao Norte. Nenhuma dessa corrdenadas é arbitrária e existe em razão dos diversos movimetnos astronômicos da Terra e do Sol. Porém, tomá-lo como início de um ciclo é absolutamente arbitrário. Há inúmeras razões para isso, mas que não irei discorrer neste espaço.
     
    Minha proposta neste pequeno artigo é discorrer sobre as minhas impressões a respeito do mapa do Ingresso do Sol em Áries, tomado particularmente para São Paulo e com validade para boa parte do território brasileiro, incluindo-se Brasília, a sede do "poder".
    Para quem me conhece, sabe que prefiro fazer a contagem do tempo em Astrologia Mundial, através das famílias de eclipses solares, uma referência mais confiável, completa e abrangente.
    No entanto, ao ler alguns artigos falando sobre o Ingresso, tive a impressão de que não estávamos falanod de um mesmo mapa, tanto o entusiasmo e ufanismo que encontrei. No fundo, esta é a verdadeira razão de estar escrevendo este pequeno texto, mesmo que seja a única voz dissonante.
     
    Vejamos primeiro algumas configurações de caráter geral e que independem das casas (ou seja, válidas para todo o globo):
    Lua fora de curso: Tradicionalmente, esta indicação sozinha diria que na da acontece. A Lua fora de curso é ótima para meditar, sonhar, imaginar, mas não para acontecer, proporcionar resultados. Apenas este fato já é um alerta de que, pelo fato de não haver transmissão de luz, não haverá nenhum fato significativo no mapa em questão. Ah... alguém irá dizer que o "anão" está em 28º de Sagitário e a Lua em 26º de Áries e portanto, não se encontra fora de curso... Ora, anão não é planeta e tenho um texto escrito a esse respeito neste blog. E, mesmo para quem quiser incluí-lo poderá no máximo indicar alguma circunstância aterradora de natureza coletiva para os dias seguintes ao que escrevo este artigo, como um ataque terrorista, por exemplo (fique tranqüilo, nada disso acontecerá...).
    Marte em oposição a Saturno: Outra indicação de não ação. Saturno se encontra retrógrado (quase estacionário), sugerindo o fim de um periodo sem regras, sem leis, em que as auroridades podem fazer o que lhes der na telha. Marte se opondo a Saturno mostra que para tudo há um limite e funciona como um policial que diz para parar e mostrar os documentos, pois foi autuado em flagrante. Figurativamente, é justamente este momento que representa: um carro parado na beira da estrada, com seu motorista se justificando perante o guarda por alguma infração cometida, enquanto que a família aguarda o desfecho (e a continuidade da viagem). Normalmente, a bibliografia astrológica indica que esta oposição (ocorrendo no eixo do poder Leão/Aquário) significa a interrupção da ação, do movimento.
    Este Marte forma uma conjunção com Netuno, ou seja, o guarda pode estar enganado. Esta configuração sugere falta de discernimento nas ações que deveriam ser tomadas e não acontecem em razão da oposição.
    Para São Paulo (e boa parte do Brasil), Marte é o regente do Ascendente em Escorpião. Portanto, esta será a "cara" do ano: engano e falta de ação por conta de um governo que diz que faz mas não consegue se mover.
     
    Existem algumas boas indicações, como ocorre com Vênus em Touro, sugerindo que as atividades artísticas e o mundo da moda devem continuar proporcionando so resultados comercniais esperados, mas dentro das limitações impostas pelo bom aspecto que forma com Mercúrio em Peixes (exilado!!!). Vênus se encontra em seus próprios termos e é o planeta melhor dignificado, atrás apenas de Júpiter em Sagitário, outro benéfico. No entanto, mesmo este último, forma um trígono com Saturno, aquele da paradeira, e um sextil com Marte, o guarda. Em outras palavras, de certa forma, a expansão indicada por Júpiter encontra-se engessada ao significado da oposição que listei acima. E, como gosto de citar em aula, Júpiter em Sagitário promete muito e concretiza pouco. Envolvido na configuração citada, prometerá bastante e não terá com cumprir mesmo!!!
     
    Felizmente, a Lua se encontra em movimento rápido, indicando que existe um forte desejo de fazer com que essa falta de ação seja logo superada e deixada para trás, idéia reforçada pela quadratura de Júpiter com Urano.
     
    Assim, podemos pensar que no âmbito comercial, muitas medidas poderão até ser discutidas, mas custarão a serem implementadas. Tem o Pan chegando por aí, e será uma enorme decepção marcado pela falta de organização (novidade...). A indústria tentará exportar mais mas encontrará os famosos entraves burocráticos e acabará por optar em investir no mercado interno. Que por sua vez, pode se enforcar ainda mais nos longos crediários e financiamentos existentes na praça.
     
    Pessoalmente, é um ano para assistir novamente ao desfile das escolas de samba no sambódromo. Ou seja, será um ano de Carnaval, de achar que está tudo bem e depois melhora, sem a verdadeira dimensão dos fatos.
    March 08

    Aspectos do Feminino

    Num certo tempo da história da Tradição, o poder sacerdotal esteve inteiramente na mão das mulheres.
    Nosso planeta, na mitologia greco-romana, é Gaia e, segundo diversos sistemas de crenças, proveio de um Oceano ou Útero Cósmico, atributos incotestavelmente femininos. No passado, tivemos as feiticeiras e bruxas da tradição celta, as pitonisas e as sacerdotisas dos templos de Dionísio, Delfos e Apolo, apenas para fazer algumas referências. Graças à sua sensibilidade, ampliada por meio de técnicas mágicas passadas secretamente de mestre para discípula, intermediavam as relações entre os mortais e os deuses. Em outros povos, havia o culto à fertilidade feminina, o que as tornavam quase sagradas.

    Num dado momento da História, entretanto, o Culto Lunar foi substituído pelo Culto Solar, os homens passaram a ocupar o lugar antes atribuído apenas às mulheres e tivemos inclusive algumas mudanças na maneira como se apresentavam tanto a mitologia como a tradição. Apenas como exemplo, o caldeirão, instrumento típico para cozinhar, passou a ser uma taça e se tornou posteriormente o Graal.

    Hoje, nos encontramos num outro momento de nossa história e tanto homens e mulheres se debruçam diante das mesmas atividades e desafios. Disputam com eles mercados competitivos, muitas vezes acumulando às suas funções tipicamente maternais, uma carreira de sucesso. Ou sejam, têm uma jornada dupla. Em alguns povos e culturas, entretanto, a mulher ainda ocupa um lugar secundário na sociedade e em suas comunidades, como é o caso do islã.

    A sabedoria contida nas lâminas do Tarot a esse respeito é bastante interessante, colocando os arquétipos femininos em pontos-chave que nos remetem a reflexões profundas.

    Tudo parte do Louco, que simboliza o Ovo Cósmico. Embora esta lâmina tenha geralmente uma representação masculina, sabemos que o ovo é fecundado no interior de um útero.
    A lâmina seguinte é a Sacerdotisa, simbolizando a sabedoria contida no Universo.
    Temos depois a Imperatriz, representante da fertilidade e da prosperidade da natureza.

    A lâmina conhecida hoje como O Hierofante era, na verdade, A Papisa, uma espécie de sacerdotisa secular, governando o reino dos mortais.
    Os Enamorados simbolizam a suprema alquimia entre os aspectos macho e fêmea da Criação.
    A Justiça tem de ser feminina, uma vez que inclui a sensibilidade de perceber os aspectos divinos que devem permear as relações sociais.
    A Força mostra a harmonia que pode ser obtida quando estamos em pureza.
    A Temperança é a lei do tempo, da paciência, sob uma visão feminina, derramando suas bênçãos sobre o planeta.
    Por fim, a lâmina conhecida por Mundo ou Universo, que insistem em representar como um ser andrógino, têm nítidas feições femininas e seu significado e simbolismo nos remetem novamente ao Arcano do Louco.

    Entre os 22 Arcanos Maiores do Tarot, encontramos oito representações femininas e seis masculinas. Enquanto seis é o número da sexualidade, oito é o do poder, da glória e do infinito.
    Deixo agora a cada um às suas próprias reflexões sobre o papel que a mulher exerce sobre a humanidade, lembrando ainda que se não fosse graças à mulher, não estaríamos aqui.

    February 10

    Eclipses 2007

    De todos os fenômenos visíveis no céu, os eclipses sempre foram os que mais assombraram a humanidade e estimularam sua imaginação. Trata-se de um espetáculo impressionante quando o a Lua se interpõe diante do disco solar e o oculta.
    Grande era o alívio quando, pouco a pouco, a claridade voltava a surgir à medida que a Lua "liberava" a luminosidade proveniente dos raios do Sol.
    O ocultamento do Sol originou muitas superstições e crendices que, mesmo que aparentemente infundadas, mostraram através da prática e da observação, não estarem totalmente desprovidas de razão. Os povos antigos imaginavam que um dragão se punha a devorar o Sol.

    Em Gênesis 1:14, há uma passagem que diz que “...Sejam feitos luzeiros no firmamento do céu, e separem o dia da noite, e sirvam para distinguir os tempos, os dias e os anos...”, reafirmando a importância atribuída pelos antigos a esses dois astros.

    Ptolomeu dizia que a falta das luminárias, que consiste no obscurecimento e privação momentânea da luz, não pode ser mais do que um funesto presságio de calamidades inevitáveis. O fato, entretanto, é que quando ocorre um eclipse há também uma quebra, uma ruptura da ordem estabelecida, da harmoniosa regularidade dos movimentos celestes e, conseqüentemente, um desarranjo na vida.
    Ainda segundo Ptolomeu, o eclipse diz respeito apenas à parte do mundo onde o ocultamento é visível. Afeta mais particularmente os países que correspondem ao signo no qual se produz. Em média, seus efeitos perduram em torno de seis meses, criando uma região sensível no Zodíaco. Para este fim, consideramos particularmente o ocultamento do Sol.

    Para definir sua natureza, levamos em conta o regente do eclipse, as estrelas fixas que fazem parte do tema, bem como os planetas que estiverem envolvidos na configuração. De uma forma genérica, podemos dizer que os signos humanos dizem respeito à humanidade; os signos animais, aos animais em geral; os signos terrestres, aos sismos; e os de água, às inundações e tempestades. Os signos cardinais falam de regiões; os fixos, de edificações; os mutáveis, de meios de transporte.

    Obviamente, quanto mais exato, mais intensa será a qualidade ou a gravidade do fenômeno indicado.

    Os eclipses se formam aos pares. Para que o fenômeno possa acontecer, é preciso que produza uma Lua Nova ou Cheia na proximidade dos Nodos Lunares. Dessa forma, temos alinhados entre si o Sol, a Terra e a Lua.
    No eclipse do Sol, a Lua se interpõe entre o astro do dia e a Terra. Como o diâmetro relativo de ambos é muito semelhante, subtrai uma boa porção de luz do nosso planeta, criando um cone de sombra.
    Quando é a Terra que se interpõe entre o Sol e a Lua, esta última é eclipsada, o que quer dizer que é a Terra que projeta um cone de sombra em nosso satélite.
    O ocultamento pode durar cerca de seis horas, permanecendo o eclipse em seu ápice por cerca 1:45 horas.

    Seguem os eclipses durante o ano de 2007:

    Data

    Eclipse

    Hora

    Tipo

    Zodíaco

    03/03

    Lunar

    00:23

    Total

    12º VI 59’

    18/03

    Solar

    23:44

    Parcial

    28º PE 07’

    28/08

    Lunar

    07:36

    Total

    04º PE 45’

    11/09

    Solar

    09:45

    Parcial

    18º VI 25’

    Nota: Hora de Brasília

    January 17

    A passagem do cometa McNaught (C/2006 P1)


    Alguém já o viu?
    Eu vi o Halley em 1986. E agora vi esse tal de McNaught, em homenagem ao cientista australiano que o registrou pela primeira vez.

    Cometas não costumam ser bons presságios, especialmente para os líderes mundiais e pessoas de grande expressão. Aquele outro. o Hale-Bopp, estava presente no céu por ocasião da morte da Princesa Diana. Na Idade Média, eram anunciadores de calamidades, guerra e mortandade, tanto no Ocidente como no Oriente.
    O cometa se encontra aproximadamente a 10º de Peixes (posso estar enganado quanto a isso, pois não encontrei efemérides decentes para calcular a sua posição), com grande variação em declinação e pequena em AR.
    Coloco à disposição o que achei ao consultar os meus alfarrábios, considerando-se a sua posição por signo e casa, bem como o seu formato:
    - Encontrado no poente, sugere invasão territorial de uma nação sobre o país vizinho. O fato de se encontrar no poente também é um indicador de que os seus efeitos são mais lentos, geralmente se estendendo por cerca de três anos.
    - Formato de cimitarra: indicador de guerras e conflitos.
    - Em signo de Água: chuvas torrenciais e inundações; aumenta da criminalidade; aumento do materialismo em detrimento da religiosidade.
    - Em Peixes, além da morte de grandes homens, há indicações de empobrecimento da população e grande sofrimento para a humanidade, bem como, inundações.
    - Em casa VII (questionável, pois foi avistado pela primeira vez em agosto de 2006) sugere acordos e alianças inesperadas.
    - De cor amarela (eu o vi de binóculo!!!), sugere mudanças de legislação e modificação de costumes.
    Os cometas fazem parte do Sistema Solar e portanto, devem ser considerados de alguma maneira, talvez como "emissãrios" de notícias de fora do sistema... E, quanto maior o brliho, maior a sua ação, o que realmente me preocupa.
    Bem, minha própria interpretação a respeito não descarta a perda de um nome importante, de um grande líder. Guerras e conflitos em decorrência do empobrecimento já estamos vendo pro toda parte. mas como seus efeitos se estendem por cerca de três anos, podemos contar ainda com algumas ações terroristas que provocarão grande comoção.

    Para os "plebeus", entretanto, sempre é um importante indicador de costumes e de hábitos, como se estivesse portando uma boa nova. Numa pesquisa rápida que fiz, da passagem registrada de cometas anteriores, observei que as mudanças, mesmo que drásticas, acabaram por se mostrar benéficas para a população em geral.
    Assim, é esperar para ver.
    Ele estará visível no céu, se as nuvens o permitirem, aproximadamente na direção SW, logo após o por do Sol.
    Segue um link com uma imagem para a sua visualização: http://media.skytonight.com/images/McNaught_S_Hemis.jpg
    Outras imagens e informações poderão ser encontradas aqui (role até o final da página para as imagens): http://cometography.com/lcomets/2006p1.html
    January 03

    Algumas configurações astrológicas para 2007


    Tentarei apresentar aqui alguns tópicos relativos às principais configurações astrológicas que se formarão ao longo de 2007.

    Júpiter encontra-se em Sagitário desde 24/11/06, ingressando em Capricórnio em 18/12/07. Estará retrógrado entre os dias 06/04/07 e 07/08/07, reforçando a região compreendida entre 10º e 19º.

    Sagitário é o signo da expansão dos horizontes, associado aos estudos de nível superior, à cultura e à filosofia. Júpiter encontra-se à vontade neste signo, favorecendo enormemente ainda as viagens, o contato com o exterior, o comércio de importação e exportação. Assim, além do otimismo e da confiança próprias que este signo contém, expandido pela essência do planeta, No entanto, quando este planeta se encontra em Sagitário, é muito fácil prometer, mas nem tudo será cumprido. Há uma combinação de excessos aqui, que será cobrada assim que este planeta ingressar no signo seguinte.

    O período retrógrado possibilitará uma revisão justamente dessas promessas, e será marcada por uma espécie de retração nas áreas cobertas pelo signo de Sagitário. Pelo sistema dos caldeus, Júpiter estará retrógrado na região da face da Lua e assim, podemos esperar alguma comoção popular para esses meses. Portanto, podemos inferir que várias dessas promessas (que geralmente se traduzem por expectativas) acabarão afetando a popularidade de todos aqueles que a fizeram.

    O período em que Júpiter estiver retrógrado é também desfavorável para a realização de campanhas publicitárias, uma vez que não atingirão o seu alvo. Teremos a realização do Panamericano do Rio em parte deste período. Desta forma, é melhor não contar com uma competição brilhante, mas apenas “burocrática”, em que não veremos muitos recordes sendo superados.

    Esta região corresponde ainda aos termos de mercúrio e assim, tentar-se criar notícias que mostrem outros aspectos de uma mesma verdade. É uma boa época para iniciar boatos, notícias confusas e algum caos na mídia e na imprensa.

    Não espero para este período boas notícias do meio político, especialmente no que provém do âmbito do Congresso que, possivelmente, não conseguirá quorum seja para discutir matérias de interesse ou ainda para votá-las.

    No final de janeiro e novamente no início de maio, forma uma quadratura minguante com Urano; este aspecto se repete nos primeiros dias de outubro. Trata-se de uma configuração que afeta especialmente as grandes viagens e, particularmente, aquelas realizadas por via aérea. Marcam períodos de crise e desentendimento no setor. Mas também interfere nas pesquisas, embora de maneira positiva, estimulando a busca de resultados originais por meio de pesquisas que empreguem tecnologia de ponta. Em virtude da posição de Júpiter, é provável que as melhores notícias provenham do meio acadêmico, notadamente nos primeiros dias de outubro.

    De março a maio, forma um trígono com Saturno. Este aspecto tende a trazer alguma ordem, imposta por governantes e autoridades. No caso do Brasil, podemos contar com um presidente “jogando para torcida” e muito mais voltado para a difusão de sua imagem no exterior do que dentro do próprio país. A propósito, o que esperar com Netuno se aproximando do Ascendente do mapa do país? Apenas mais engodo e ilusão para o povo e para a nação. Mas a trígono com Saturno tentará ao menos dar uma aparência de organização.

    Antares encontra-se em 09ª 51' de Sagitário, o que implica dizer que Júpiter estará em conjunção com esta estrela maléfica nos primeiros dias de janeiro e novamente, nos primeiros dias de agosto. De certa maneira, trata-se de uma configuração favorável a conter judicialmente o terrorismo e outras manifestações bélicas. Acredito em êxito nos períodos assim assinalados.

    Em março, temos dois eclipses e dois aspectos de Marte (oposição a Saturno e conjunção com Netuno). Tratarei dos eclipses em detalhe num artigo posterior. Entretanto, ocorrem numa região de péssimos sortilégios. Se somarmos com as configurações de Marte, teremos um evento capaz de frear a produtividade da indústria. Conto com algum evento que envolva ainda o sistema bancário, por meio de alguma fraude ou desvio de dinheiro público para esses dias.

    Saturno inicia o ano retrógrado em Leão, permanecendo assim até o dia 19/04/07, entre os 18º e 25º. Em 02/09/07, ingressa em Virgem. Estará em oposição a Netuno especialmente nos meses de fevereiro e junho, quando deverá se apresentar os seus significados mais desastrosos. Como vimos acima, podemos contar com toda sorte de engodos e tramas. Mas existe um outro significado que se mostra bastante positivo nesta época da oposição entre ambos os planetas: todos os temas associados ao bem estar, mas conduzidos pelas próprias comunidades ou por indivíduos que as mobilizam, se encontra amplamente favorecido.

    Esta mobilização deve se mostrar mais acentuada durante os meses em que Júpiter estiver retrógrado. Marte ainda forma outros aspectos com Júpiter e Urano, estimulando as ações nesta direção, podendo incluir as escolas, especialmente aquelas da periferia das grandes cidades, notadamente ao longo do mês de abril

    O mês de abril tende a ser um mês de recuperação, de reação, nos mais diversos sentidos, pois revela o desejo de promover mudanças sensíveis que permitam mais espaço e liberdade de movimento e expressão.

    Júpiter retoma o movimento direto no início de agosto, após o Pan. Nesta época, voltará a formar uma conjunção com Antares. Assim, é provável que tenhamos alguns atos de violência, depois que as forças responsáveis por combatê-la deixem a cidade do Rio. Mas nada que se compare ao terrorismo do final de 2006 e início de 2007. A oposição de Marte a Júpiter tende a funcionar como um choque de realidade.

    No início de setembro, temos o ingresso de Saturno em Virgem, indicando que agora é hora de voltar a trabalhar. Assim, depois da ilusão de patrocinar um evento no Rio, é bastante provável que se perceba que a realidade do parque industrial é outra e uma reorganização dos métodos de produção seja necessária. Entretanto, temo por outro assunto, que deve se estender durante o tempo em que Saturno se encontrar em Virgem: a reformulação das leis de trabalho. Embora necessárias, não serão facilmente mudadas ou reformadas. E logo em novembro, teremos o Brasil voltando a desacelerar a sua produção e, quem sabe, um aumento nos índices de desemprego.

    Urano está em Peixes e ficará retrógrado entre 23/06/07 e 24/11/07, entre 14º e 18º e, Netuno está em Aquário, retrógrado entre 25/05/07 e 31/10/07, entre 19º e 22º. Não existe nada em particular a eles assinalado.

    Todas as lunações ocorrerão no último decanato dos signos até julho, passando a acontecer no segundo decanato até o final do ano. E teremos dois eclipses solares e dois lunares ao longo do ano:

    03/03/07: Eclipse Lunar Total, visível no Brasil por ocasião de seu nascimento. Ocorrerá no Zênite da Nigéria e Camarões.
    19/03/07: Eclipse Solar Parcial, no final de Peixes e visível na maior parte da Ásia.
    28/08/07: Eclipse Lunar Total, visível apenas no Oceano Pacífico.
    11/09/07: Eclipse Solar Parcial., visível na maior parte do Brasil.

    As informações acima podem ser obtidas através das Efemérides e, com respeito aos eclipses, no site da Nasa: http://sunearth.gsfc.nasa.gov/eclipse/eclipse.html

    Resumidamente, podemos então considerar a seguinte tabela, disposta em ordem cronológica, incluindo os aspectos de Marte:

    Jan

    09 Júpiter conjunção com Antares
    13-14 Marte em conjunção com Plutão
    Júpiter em quadratura com Urano

    Fev

    Saturno em oposição a Netuno

    Mar

    03 Eclipse Lunar
    19 Eclipse Solar
    22-23 Marte em oposição a Saturno
    25-26 Marte em conjunção com Netuno
    Júpiter trígono com Saturno

    Abr

    06 Júpiter retrógrado
    19 Saturno direto
    28-30 Marte em conjunção com Urano
    30-01 Marte em quadratura com Júpiter
    Júpiter trígono com Saturno

    Mai

    Júpiter trígono com Saturno
    25 Netuno retrógrado

    Jun

    Saturno em oposição a Netuno
    23 Urano retrógrado

    Jul

    24-26 Marte em quadratura com Netuno
    31-01 Marte em quadratura com Saturno

    Ago

    01-14 Júpiter conjunção com Antares
    07 Júpiter direto
    23-25 Marte em oposição a Júpiter
    28 Eclipse Lunar

    Set

    02 Saturno em Virgem
    04-05 Marte em quadratura com Urano
    11 Eclipse Solar

    Out

    Júpiter em quadratura com Urano
    31 Netuno retrógrado

    Nov

    15 Marte retrógrado
    24 Urano direto

    Dez

    06-18 Júpiter em conjunção com Plutão
    18 Júpiter em Capricórnio

    December 28

    Em 100 anos, Amazônia ficará 8°C mais quente

    Estudo de dois anos, que será entregue ao governo, mostra ainda que o Sudeste terá menos umidade no ar Daqui a cem anos a temperatura média da Amazônia poderá estar 8° C acima da atual, com volume de chuva 20% menor.
    Este é um dos cenários traçados pelo meteorologista José Antonio Marengo, do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe). Há dois anos ele coordena um estudo que deve ser entregue em fevereiro para o Ministério do Meio Ambiente, sobre os efeitos do aquecimento global no País.
    “O Brasil é um país vulnerável às mudanças climáticas e algo tem de ser feito para se evitar catástrofes futuras”, alerta.

    A pesquisa, que segue até 2010, recebe investimento de cerca de R$ 800 mil e deve mostrar como ficará o clima no País nos próximos cem anos. São recursos do Programa de Biodiversidade, do Banco Mundial e do governo britânico que financiam os estudos climáticos feitos pela equipe do CPTEC.

    CERRADO AMAZÔNICO
    O primeiro relatório do grupo de pesquisadores aponta que poderá haver uma elevação de temperatura de até 8°C e redução no volume de chuva em 20% na Amazônia. “Essa projeção é para um cenário pessimista, se não se respeitar o protocolo de Kyoto, se continuar o desmatamento desenfreado, por exemplo”, diz Marengo. Neste caso, a floresta amazônica atingiria um ponto de saturação em que não poderia mais absorver gás carbônico. “Deixa de ser floresta, passa a ser cerrado”, explica o pesquisador.
    “Se a poluição for controlada e o desmatamento reduzido, a temperatura terá subido cerca de 5°C em 2100, mas somente na Amazônia. Teremos menos chuva, mas o Brasil vai continuar sendo um país tropical.”
    A projeção feita pelos meteorologistas mostra que no Sudeste pode haver redução na umidade do ar e que também choveria cerca de 10% a menos. “Mas as temperaturas não subiriam mais que 3°C num cenário otimista e 5°C num cenário pessimista. As chuvas serão mais fortes, com tempestades mais severas.”
    Entre as medidas que devem ser adotadas desde já para se evitar tais conseqüências estão a redução da poluição proveniente de veículos por meio do uso de combustíveis como álcool e gás natural e a redução nos desmatamentos e queimadas. “O ideal seria investir em energia eólica, em energia solar. Se a chuva não chega e a temperatura aumenta, as pessoas começam a recorrer a ar-condicionado e outros recursos que gastam energia elétrica”, explica o pesquisador. “Isso levaria ao caos.”

    Simone Menocchi, TAUBATÉ

    December 27

    Últimos seis anos foram os mais quentes da história, diz ONU


    Relatório mostra conclusões de 2.500 cientistas sobre o aquecimento global

    A Terra está cada vez mais quente e o principal responsável pelo fenômeno, que ameaça a própria viabilidade do planeta, é o homem. Parte dos danos causados pelo aquecimento já é irreversível e o nível do mar continuará subindo durante mais de um século, mesmo se forem eliminadas as emissões de gases que geram o efeito estufa. Este é o resumo do Informe do Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC, em sua sigla em inglês), que foi antecipado na terça-feira pelo jornal espanhol El País.
    O aquecimento global foi analisado por 2.500 cientistas durante cinco anos. Conclusões: seis dos sete anos mais quentes já registrados aconteceram depois de 2001; o Hemisfério Norte perdeu 5% de neve desde 1966; o nível do mar sobe por conta dos desgelos glaciais e aumento da temperatura. Desde 1961, subiu cerca de 0,8 milímetros por ano. Os cientistas acham altamente improvável que a recente mudança climática seja causada pela variabilidade natural do clima.
    O relatório, que apresenta conclusões da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o aquecimento global, é o quarto que será emitido pelo organismo, e aumenta o grau de precisão sobre a mudança climática e a influência do homem nesse processo. O grupo de estudiosos prepara ainda mais dois informes, um sobre o impacto do aquecimento na Terra e outro sobre a tecnologia que deve ser usada para minimizá-lo.

    Dados
    Segundo o relatório, 2005 e 1998 foram os anos mais quentes desde que existem registros. "A temperatura do ar em zonas terrestres aumentou o dobro da temperatura no oceano, desde 1979", dizem os cientistas. A temperatura média da superfície vem aumentando desde 1850.
    Além disso, a temperatura do oceano em grandes profundidades também aumentou desde 1955. Ainda que a subida do oceano seja pequena, de 0,8 milímetros ao ano, deve-se levar em conta que para elevar a temperatura do mar é preciso uma quantidade imensa de calor. O número de noites muito frias diminuiu 76% e o de noites quentes aumentou cerca de 72%.
    A redução da neve no mundo também foi considerada um dos graves problemas causados pelo aquecimento global. O Ártico - região que compreende o oceano Ártico e o Pólo Norte - perdeu, desde a década de 70, aproximadamente 7,4% de sua superfície gelada, no verão.

    Causa
    A concentração de gases que contribuem para o efeito estufa foi apontada como a principal causa do problema. Dióxido de carbono, metano e óxidos de nitrogênio que derivam da queima de carvão, petróleo e gás e que permanecem durante séculos na atmosfera. A sua concentração atual é a maior em 650 mil anos.

    Da Agência Estado

    Veja o relatório: http://www.ipcc.ch/

    December 26

    Gelo do Ártico sumirá até 2040

    Financiado pela Nasa, novo estudo adianta em pelo menos 30 anos derretimento da camada gelada no Pólo Norte O gelo que cobre o Oceano Ártico tem derretido de forma tão rápida que o Pólo Norte será um mar aberto em apenas 30 anos, segundo previsão de climatologistas americanos. Para eles, até 2040 a região não terá mais aquele lençol gigantesco de água congelada, como acontece hoje.
    No verão ártico, os navios poderão navegar tranqüilamente no topo do mundo, cheios de turistas que observarão o que era uma das paisagens mais inacessíveis do planeta até que o aquecimento global desse conta do recado. Um pouco de gelo pode resistir em áreas costeiras, como na Groenlândia e nas Ilhas Ellesmere, e só.
    É um processo que durará menos de uma geração e que já está em curso. Os cientistas, financiados pela Nasa (a agência espacial americana), calcularam a diminuição do gelo com base nos índices registrados hoje em dia. Nos últimos 25 anos, o gelo ártico reduziu em 25%.
    A perda será constante até 2024. A partir de então, o processo se acelera, num efeito que os pesquisadores chamam de “feedback positivo” - ou efeito dominó. Isso porque o gelo normalmente reflete de volta para o espaço parte da radiação solar que a Terra recebe. À medida que a área coberta diminui, essa radiação é absorvida pelo oceano, que por sua vez esquenta e impulsiona um derretimento mais rápido.

    Esse processo já era conhecido e, só com ele, o gelo ártico sumiria lá para 2080. A data mudou em virtude de um fator que havia sido esquecido pelos cientistas. Em um novo estudo, um grupo formado por cientistas do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR) e de duas universidades americanas incluíram, no cenário já trabalhado pela ONU, correntes oceânicas mais quentes.
    “Testemunhamos grandes perdas de gelo, mas a pesquisa sugere que a redução será ainda mais dramática nas próximas décadas, de uma maneira que nunca aconteceu antes”, diz Marika Holland, do NCAR, principal autora do estudo. “À medida que diminui a cobertura de gelo, o oceano transporta mais calor ao Ártico e o mar aberto absorve mais radiação solar.”

    GASES DO EFEITO ESTUFA
    O derretimento desse gelo todo, por si só, não elevaria o nível dos oceanos - uma vez que é apenas água sólida sobre água líquida, como uma pedra de gelo num copo d’água. Mas o aquecimento pode alavancar o derretimento já em curso da camada gelada sobre a Groenlândia - isso sim suficiente para acrescentar 7 metros àquele nível.
    Para confirmar o resultado, o cálculo foi replicado em outros modelos climáticos, com datas similares na maioria deles. “O ritmo e a maneira pelos quais o gelo diminui afetam a habilidade de ecossistemas e sociedades se adaptarem às mudanças”, alerta o grupo.
    Para alguns cientistas, a previsão de 30 anos é até superotimista. Um deles é Chris Rapley, coordenador do Serviço Antártico Britânico. Ele acha mais provável que a perda de gelo se agrave com o crescimento acelerado da emissão de gases do efeito estufa, que mais do que dobrou desde 2000. O efeito estufa agrava o aquecimento global. “O estudo pode ser uma subestimativa de quando o gelo ártico no verão terá sumido”, diz.
    Por outro lado, em um discurso muito próximo ao dos ambientalistas, os climatologistas afirmam que a perda pode ser minimizada com a redução da emissão de gases-estufa. “Tais reduções aliviam a pressão sobre estes eventos.”
    Jeff Ridley, cientista do Centro Hadley, da Grã-Bretanha, que não participou do estudo, olha os dados com precaução. Lembra que todos os estudos anteriores apontavam para um tempo de 65 a 75 anos antes de o gelo sumir no verão ártico. “Todos os nossos modelos globais, no relatório do IPCC, indicam que o gelo não vai desaparecer até 2070 ou 2080.”
    O IPCC, ou Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, é o órgão da ONU que estuda as questões e congrega todas as descobertas no setor, ao publicar documentos que nortearão políticas sobre a questão.

    Da redação do THE TIMES

    December 19

    Lendas de Natal

    O Natal é, de fato a celebração de um evento muito anterior ao advento do Cristo. Associado com o Solstício de Inverno, embora com diferentes denominações e divindades, sempre teve em comum a celebração da vitória da luz sobre as trevas, do bem sobre o mal. O mito do nascimento de uma divindade solar é encontrado entre os persas e os egípcios.
    Particularmente com respeito à data do nascimento do Cristo, a data de 06/01 era a preferida mas, até o século III, várias datas entre dezembro e abril coexistiam. No ano 350, Roma passou a adotar a data de 25/12, confirmada pelo Vaticano e, gradualmente, pelos demais cristãos (exceto pelos cristãos ortodoxos).
    Assim, a celebração do Natal, como o fazemos em nossos dias, é uma mescla de vários costumes e crenças pré-cristãs com outras que foram se desenvolvendo a partir da Idade Média. Contudo, o atual formato do Natal surgiu definitivamente no início do século XX.

    Origens persas e romanas
    Yalda, também conhecido como Shab-e-Cheleh, é celebrado na véspera do primeiro dia do Inverno (21/12) pelo calendário iraniano, ou seja, junto ao Solstício de Inverno. Trata-se de um festival que celebra o nascimento do deus solar Mithra.
    Era considerado de grande importância no Irã pré-muçulmano, embora continue sendo celebrado ainda em nossos dias, continuamente por uma período superior a 6000 anos. Alguns historiadores acreditam que este festival acabou se estendendo para a Europa através dos contatos entre Roma e o Império Persa, sendo posteriormente substituído pelo Natal em 25/12.
    Este festival acabou sendo melhor conhecido através de sua variação romana, que se transformou na Saturnália. De todo modo, o significado é o mesmo adotado em outras culturas, celebrando a vitória da Luz sobre as Trevas.

    Origens escandinavas
    O Festival de Yule é de origem nórdica e servia para comemorar o início do Solstício de Inverno. Nesta data, era costume sacrificar um porco ao deus Freyr, associado à fertilidade. Justamente por isso, era celebrado com dança, festas e muita alegria.
    A Bode de Yule é um dos mais antigos símbolos natalinos da Escandinávia. Sua origem é pré-cristã. O bode era associado ao deus Thor, que percorria os céus montado numa carruagem puxada por esses animais.
    A função deste festival foi mudando ao longo do tempo, com jovens passando a ir de casa em casa durante o período natalino para realizar pequenas brincadeiras ou entoar canções. Uma das pessoas do grupo deveria se vestir como o Bode de Yule.
    A partir do século XIX, o papel do Bode de Yule foi também se modificando, passando a ser aquele de dar presentes, com um dos homens da casa vestido como o Bode de Yule, até que essa tradição ser finalmente transformada na de Santa Claus, substituindo gradualmente a anterior.

    Especificamente na Finlândia, encontramos a figura de Joulupukki, que literalmente significa Bode de Yule e é a origem de Santa Claus. Vestia-se em trajes vermelhos, usava um cajado e viajava num trenó puxado por renas.
    Em sua origem, entretanto, as festividades em torno de Joulupukki eram inteiramente pagãs. O Bode de Yule era considerado um espírito demoníaco que, ao invés de presentear, ia recebê-los. O dito bode era uma criatura horrenda que assustava crianças. Não está muito claro como ele se transformou na benevolente figura que chegou até nossos dias. No entanto, o mais provável é que seja o resultado da união de vários costumes e crenças populares que se fundiram ao cristianismo.

    Origens germânicas
    Entre os povos germânicos pré-cristãos, também havia uma lenda associada ao mito de Odin que, por ocasião da festividade anual de Yule, reunia seu séquito de deuses e guerreiros que haviam perecido em combate para realizar uma grande caçada. As crianças enchiam as suas botas com cenouras, açúcar e palha, deixadas juntos às chaminés, para que fossem recolhidas por Sleipnir, o cavalo alado de Odin. Elas eram então recompensadas pelo deus, que deixava doces e presentes em suas botas.
    Essa prática persistiu na Holanda, Bélgica e Alemanha mesmo após a adoção do cristianismo, sendo então associada a São Nicolau, que cumpria o mesmo papel de Odin, deixando doces e presentes nas botas das crianças merecedoras de recompensas. O costume foi levado para a América, onde as crianças deixavam suas meias penduradas junto à lareira.
    São Nicolau / Santa Claus.

    A primeira versão deste santo dizia que era um bispo de Myra, no século IV, uma província da Anatólia. Era conhecido por sua generosidade com os pobres. Foi objeto de grande devoção na Holanda, Bélgica, Áustria e Alemanha, sendo representado sempre em trajes episcopais. Suas relíquias foram transportadas para Bari.
    Santa Claus é de fato uma corruptela para um termo dinamarquês Sinterklaas, de fato uma forma contraída de Sint Nicolaas ou São Nicolau. Sinterklaas era também um mito baseado parcialmente na estória do bispo de Myra.
    Papai Noel.

    O mito que hoje conhecemos como Papai Noel tem sua origem na fusão de diversos folclores, mas que tomou a forma hoje adotada a partir de sua caracterização pelos ingleses por volta do século XVII. Nessa época, surgiram seus trajes e as principais estórias a ele relacionadas, passando a representar a presença do espírito de Cristo, a partir de um conto escrito por Charles Dickens.
    Assim, numa data próxima ao Festival de Yule, passou-se a trocar presentes acompanhados de poesias e cantos, desta vez, em associação com os presentes dos Três Reis Magos.
    A figura do Papai Noel como o bom velhinho de longas barbas brancas e vestido em trajes vermelhos, cristalizou-se através de uma campanha publicitária da Coca-Cola no início do século XX, sendo associada ainda à filantropia e à benevolência. Sua residência oficial foi estabelecida no Pólo Norte. E graças ao enorme alcance da mídia, os mitos originais de Mithra, Freyr, Odin ou Thor, bem como aqueles associados ao nascimento do Cristo, perderam a sua importância para os aspectos comerciais da troca de presentes do dia de Natal.
    November 22

    Chaos nos céus

    Alguém já se deu ao trabalho de dar uma olhadinha no céu?
    O ápice do caos se deu justamente com um monte de planetas em Escorpião, um signo zodiacal tradicionalmente associado ao controle... E Mercúrio, planeta da comunicação, ficou retrógardo justamente por esses dias. Ou seja, ninguém se entendia.
    Bastou ficar direto é já surgem um monte de declarações inteligentes tanto sobre o acidente com o avião da Gol como sobre soluções sensatas para a crise.
    Dia 25/11, Júpiter entrará em Sagitário e todo um séquito de planetas já se encontra por lá. Tudo isso ocorre na casa X do mapa do Brasil, indicando que se tata claramente de uma questão de governo, antes de se tratar de uma tema de debate exclusivamente técnico. Mas que também envolve questões de natureza internacional, já que inclusive os vôos que vêm do exterior sofreram toda sorte de atrasos. Quem sofre de fato são os usuários (Júpiter em conjunção com a Lua em Gêmeos, na casa IV).
    Há duas perguntas em pauta:
    1. Qual a melhor solução?
    2. Quando esta solução trará resultados efetivos?
    O ponto chave aqui é o controle do espaço aéreo, algo que nós veremos que a Aeronáutica relutará a abrir mão. Júpiter, além de se encontrar exilado, está nos termos de Mercúrio, colocado em Virgem, na casa VIII. Mercúrio, por sua vez, está nos termos de Saturno em Touro, na casa III, sugerindo longas conversas.
    Essa combinação sugere ainda que teremos pessoas jovens (e talvez com pouca experiência) ainda trabalhando no controle dos vôos por um bom tempo ainda. E que a deficiência do inglês ainda será um grave problema. Saturno, por sua vez, está nos termos de Mercúrio, ou seja, haverá muita coisa longamente combinada e, a questão salarial será mesmo relevada ao segundo plano.
    Temos ainda a questão dos equipamentos (e da sua manutenção). Com as componentes acima, veremos que este ponto não será tanto levado em conta.
    Por fim, resta tentar ver quando teremos uma resposta substantiva para esse problema; ou melhor, quando ela será implementada de fato. No momento, existe toda uma clima emocional por conta do acidente, dos atrasos... mas Júpiter ainda fará uma oposição consigo mesmo: oposição significa obstáculo!!!
    Arrisco dizer que antes de abril de 2009, não teremos nada concreto, nada definitivo com o qual poderemos contar.
    Sendo mais preciso, acredito apenas que poderemos voar novamente em segurança, com um controle de tráfego adequado à malha aérea e vice-versa, apenas a partir dos últimos dez dias do mês de julho de 2009, quando as várias medidas estarão 100% implementadas.
    October 31

    As assombrações do centro de SP

    Há 500 anos, os índios acreditavam que a região onde está o centro de São Paulo era um lugar carregado de energia negativa. Diziam que o Rio Anhangabaú, que deu nome ao vale, tinha águas mal-assombradas. Não por acaso, seu nome significa 'rio do mau espírito'.
    Talvez não seja coincidência, então, que o centro reúna muitas das histórias sobre fantasmas na capital. Dizem, por exemplo, que o Largo de São Francisco, endereço da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), é assombrado pela alma do professor Júlio Frank. O corpo dele foi enterrado no pátio da escola porque Frank era protestante e os cemitérios que existiam em 1841 se recusavam a aceitá-lo.
    Igualmente arrepiantes são as lendas que tratam da loira do Edifício Martinelli. Há vários relatos sobre uma menina estranha que circula pelo edifício com o rosto escondido pelo cabelo claro e comprido. Alguns dizem que ela não tem face.
    Talvez os mais notórios fantasmas do centro sejam os do Teatro Municipal. 'Todo bom teatro tem um bom fantasma', brinca a guia de visitação do Municipal Vera Salles. Ela conta que uma antiga administradora da casa já viu espíritos cantando e tocando o piano. O teatro está aberto para visitas gratuitas. Basta agendar um horário (tel.: 0--113223-3022, r. 256).

    IGREJAS E CEMITÉRIOS

    No bairro da Liberdade, a principal lenda é sobre a Capela da Santa Cruz dos Enforcados e o soldado Chaguinhas. Em 1821, o militar deveria ser enforcado, mas a corda se rompeu na hora da execução. A população interpretou isso como um sinal divino. O governo, porém, colocou o soldado na forca novamente e conseguiu matá-lo. Alguns acreditam até hoje que a alma dele vague pela capela construída em sua homenagem.
    Para conhecer túmulos históricos, a pedida é uma volta pelo Cemitério da Consolação, onde foi enterrada, por exemplo, a Marquesa de Santos. Além do lado sombrio, o cemitério conta com 300 obras de arte e belas esculturas.
    Se você preferir mordomia para conhecer os pontos mal-assombrados da capital, agende um tour da Graffit Viagens. A empresa transporta os turistas em ônibus decorados com fantasminhas.
    'Vamos a lugares de mau agouro e a locais em que foram cometidos crimes desde a época de São Paulo colônia até hoje', diz o dono da Graffit, Carlos Roberto Silvério. O roteiro custa R$ 30 por pessoa. Outras informações: (0--11) 5549-9569.

    por Silvia Campos, da redação do Estadão

    October 30

    Samhain

    Junto com Beltane, este festival corresponde a um dos grandes portais de acesso ao Outro Mundo, dividindo o ano em duas estações, uma de luz e outra de escuridão. Alguns estudiosos sugerem que este festival era mais importante que Beltane e que provavelmente era início de todo o ciclo anual celta, uma vez que, para eles, o dia se iniciava à noite. Compreendiam que é no silêncio das sombras e da escuridão que se ouviam os sussurros que anunciavam os novos começos e a nova atividade das sementes sob a terra. Era um festival cuja celebração se iniciava na noite de 31 de outubro, o que deu origem ao Halloween.
    Literalmente, significa fim do verão. A cristianização dos festivais pagãos fez corresponder com o “Dia de Todos os Santos” e do “Dia de Finados”. Em ambas ocasiões, preces e orações são dedicadas àqueles que já partiram e se encontram em outros planos de existência. Ao longo dos séculos, entretanto, a crença popular generalizada era de que nesses dias os véus entre os reinos ficam extremamente tênues e as almas transitavam livremente entre os vivos. E talvez por isso mesmo, esses dias sempre foram propícios para realizar práticas mágicas ou divinatórias, graças à “assessoria” dos povos dos outros reinos.

    No Hemisfério Norte e para aqueles que vivem no campo, esta data é o início do inverno, época para recolher o gado e verificar as provisões para o período de frio e neve. Oferendas eram dedicadas aos deuses após as últimas colheitas e tudo que fosse possível seria estocado para resistir à mais fria estação do ano. É desnecessário dizer a importância do estoque de lenha, para o aquecimento dos lares.
    Para os tradicionais irlandeses, esta era de fato a principal festa do ano, ocasião para se reunirem no centro de suas vilas. Realizavam a “Festa de Tara”, centrada no mito do Rei Sagrado com o coração da terra sagrada. Assim, encenava-se um ritual de concepção para o ano que se principiava. Em todas as casas da região, os fogos eram apagados até que os druidas acendessem novamente a chama para o novo ano.

    Diz-se que por ocasião do Samhain os deuses se aproximam da Terra, assim, muitas oferendas e sacrifícios eram realizados em sua homenagem, bem como, ações de graças pelas novas colheitas. Muitas vezes, objetos representando os desejos de cada um eram igualmente oferecidos aos deuses e incinerados nas chamas do festival. Ao final, cada família conduzia uma tocha para a sua própria casa, para reacender os fogo dos lares e assim, reacender os sonhos, os desejos e as novas perspectivas para o ano que se iniciava.

    October 16

    Bruxas à solta

    Diversos acidentes aéreos vem sendo notíciados em todas as mídias e, de olho no calendário, acabo de chegar a uma conclusão: as culpadas são as bruxas!!!
    E porque eu digo isso? Dia 31/10 é Dia das Bruxas. Elas se reúnem de todos os cantos e fazem a sua convenção anual. Há delas em todas as partes do mundo e, acima de tudo, bruxas de todos os tipos. Tenho recebido e-mails falando de pré-convenções... Se você prestar atenção e ficar um certo tempo olhando para o céu, logo notará um vulto sobre uma vassoura voadora. E se ficar ainda mais tempo, acabará vendo mais delas.
    Mas tem ainda aquelas bruxas mais modernas, que não dispensam uma tecnologia hi-tech, voando pelos ares em vaporettos de último tipo.
    E o que isso tem a ver com os acidentes aéreos nessa época do ano? É sempre na mesma época, e não adianta arrumar uma "desculpa astrológica", pois isso vem ocorrendo em todos os anos e em todo o mundo.
    As bruxas são que nem os motoristas de final de semana, não têm o hábito de saírem voando por aí toda hora. E nessa época, há mais delas voando que urubus nas proximidades de aeroporto (brasileiro). Alguém vai ainda me dizer que "mulher no volante, perigo constante"... bem, não posso concordar, pois conheço muitas que dirigem melhor que muito "motorista profissional"...
    Mas não é o caso das bruxas em suas vassouras e vaporettos... muitas, diversas delas, voando por aí...
    August 25

    Plutão não é mais aquele

    E nem nunca foi!!!
    Alguns astrólogos já pontuaram que a Astrologia existe há milênios, empregando apenas cinco planetas mais Sol e Lua e sempre funcionou, deu certo. Não é porque os astrônomos, numa importante reunião realizada ontem, em Praga, decidiram que este ex-planeta passou à categoria de planeta-anão (abaixo inclusive dos asteróides!!!) que a Astrologia terá de rever seus conteúdos.
    Plutão foi descoberto em 1930 e, até agora, ainda não completou uma órbita inteira em torno do Zodíaco. Para mim, esta é razão suficiente para que as informações decorrentes da interpretação deste corpo sejam levadas com cautela. Para quem não sabe, quando Urano e Netuno foram descobertos, simplesmente pegaram algumas atraibuições de outros planetas e as repassaram a eles, associando-os a certos mitos, como o que ocorreu recentemente com Quíron, uma pedra que sequer está mais dentro do Sistema Solar. Com isso, quero dizer que o que se atribui interpretativamente a Plutão é absolutamente empírico, um exercício de chutometria.
    No entanto, tenho ainda outras razões para descartar o uso deste ex-planeta na interpretação dos gráficos astrológicos. Segundo a hipótese orgânica de Kepler, todos os corpos que surgiram por ocasião da explosão da estrela-Sol mantém relações entre si (a base da moderna teoria dos aspectos), tendo como principal finalidade a manutenção da vida, no caso, em nossa Terra. Cada um, por suas características físicas, teria como papel defender os planetas interiores dos corpos oriundos de fora do Sistema Solar. O livro do Horst Ochman detalha muito bem essa idéia sob a luz da moderna astrofísica. O tal do Plutão, os astrônomos em geral concordam, é um corpo que foi agarrado pela gravidade do Sol, vindo de fora do Sistema Solar.
    O ser humano, em essência, não mudou em nada (basta vermos seu comportamento e atitudes em qualquer metrópole) e qualquer mapa pode muito bem ser interpretado apenas com os planetas tradcionais (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno). Urano e Netuno, segundo me ensinaram, são planetas geracionais. Em razão de seu período orbital, encontram-se além da experiência individual; portanto, contam apenas em termos de geração e é nesses termos que devem ser avaliados e ponderados numa interpetação. Há todo um conjunto de implicações apenas nesse conceito (simples), mas que a maior parte dos astrólogos parece não notar, faz de conta que não vê e repete suas contradições sem se dar conta disso.
    Ninguém se separa porque Plutão transitou a cúspide da casa VII (isso dura, respeitadas as órbitas, retrogradação, etc.) cerca de cinco anos. Ninguém abre falência porque o ex-planeta transitou no Fundo do Céu, pelos mesmos motivos. Existem sempre outras indicações que mostram o processo em curso e, seu desfecho.
    De certo modo, podemos dizer o mesmo de Urano e Netuno. Ninguém perde a carteira porque Netuno transitou na cúspide da II. Como também ninguém rompe com a carreira apenas porque Urano transitou o MC (acabei de passar por isso e nem por isso deixei de ser astrólogo).
    Falta senso crítico, fazer uma Astrologia pensada, refletindo nos conceitos básicos, essenciais, utilizados há milênios pelos nossos antecessores. De minha parte, estou desconfigurando Plutão de meus programas de Astrologia.
    August 10

    Trânsitos de Vênus - Quem dá Bola?

    Este artigo foi originalmente publicado no site Maha Djin, no final de maio de 2004. 
    Foi readaptado para o momento atual, em que novamente se fala de portais e catástrofes.

    Novamente, temos um evento astronômico que desperta a atenção de todos nós aqui em Gaia. Trata-se do Trânsito de Vênus, como os astrônomos o chamam. O astrólogos entretanto preferem chamar este evento de conjunção inferior.
    Este fenômeno só ocorre com os planetas inferiores, ou seja, Mercúrio e Vênus, que têm suas órbitas entre a Terra e o Sol.
    No caso de Vênus, esta conjunção se torna mais importante em virtude de sua raridade. Na grande maioria de suas conjunções inferiores, este planeta passa um pouco abaixo ou acima do disco solar. No dia 08/06/2004, pela manhã, ao olharmos para o Sol, observamos uma pequena mancha deslocando-se de sudoeste para nordeste. Esta “mancha” é Vênus, perfeitamente alinhada com o Sol e a Terra.
    Este tipo de evento costuma ocorrer a grandes intervalos de 105,5 ou 121,5 anos, aos pares, com o segundo trânsito ocorrendo cerca de oito anos após o primeiro. Ou seja, em junho de 2012 teremos o segundo par desta conjunção e depois, apenas nos anos de 2117 e 2125.

    O fim da Atlântida
    No último capítulo do livro acima citado, de Otto Muck, encontramos uma referência interessante a respeito desta conjunção, datada em 05/06/8498 AC e incluindo a Lua entre a Terra e Vênus. Segundo o autor, este teria sido o Dia Zero do Calendário Maia, assinalando a data da destruição de Atlântida em virtude da passagem de um planetóide entre a Lua e o nossa Terra. Este dado é confirmado por alguns astrônomos, especialmente por Henseling.
    Este último praticamente confirma pesquisas mais recentes empreendidas pelo professor Argüelles sobre a validade e a finalidade do referido calendário. A propósito, o Calendário Maia assinala para julho de 2012 uma mudança de ciclo na biosfera e que inclui uma série de observações e previsões, como a dissolução dos organismos internacionais, a mudança de paradigmas monetários, etc..

    O Mito de Vênus
    Em estórias mais antigas de diversos povos, Vênus é considerada filha do Sol e da Lua. E, à medida que mais deuses foram agregados ao panteão celeste, esta deusa passou a ser responsável pela fertilidade do planeta. Outros mitos e lendas foram surgindo e ela passou a reger também o amor erótico, o refinamento e a sensibilidade artística. É preciso lembrar que a fertilidade ocorre em vários níveis, uma vez que o ser humano é dotado do dom de criar; conseqüentemente, esta sensibilidade pode ocorrer nos diversos níveis aos quais ela se propõe.
    Um dos mitos de Vênus diz que ela nasceu do sangue que jorrou dos testículos de Urano e que caiu no mar. Dessa espuma, brotou uma deusa belíssima, que chegou a ser invejada no Olimpo por sua beleza. Dois aspectos não devem passar desapercebidos aqui:
    1. Seu pai é Urano, um titã que governa as catástrofes inesperadas, as tempestades súbitas.
    2. Vênus não provém de uma união sexual, não tem uma “mãe” e não foi criada a partir do amor.
    Por esta razão, este planeta possui ainda uma natureza singular e amoral, muitas vezes individualista, que inclui o fato de que um dos elementos que permitiu o seu nascimento ser o sangue. O sangue é normalmente associado como o veículo ou receptáculo da alma. Podemos concluir então que Vênus é depositária do espírito de seu pai através do sangue a originou.

    O planeta Vênus
    Este planeta possui ainda características próprias. Além de estar envolto numa densa atmosfera que impede de se observar sua superfície, seu movimento de rotação se processa ao contrário de todos os demais corpos do sistema solar. Todos os planetas “giram” no sentido anti-horário e Vênus o faz no sentido horário. A rotação anti-horária cria uma força centrípeta, para dentro, enquanto com Vênus, esta força se torna centrífuga e dirigida para fora.
    Segundo o astrólogo Martin Schulman, o objetivo simbólico de Vênus ao girar no sentido horário é irradiar a evolução através do desenvolvimento espiritual da sociedade através da compreensão do amor como fator agregador. Esta característica é abordada pelo autor quando se refere ao fato de Vênus não possuir pólos magnéticos, constituindo-se assim num planeta de identidade única, sem divisões ou dicotomias.
    As características peculiares de Vênus apenas reforçam a hipótese de estar simbolicamente envolvido no cataclisma de Atlântida e no início do Calendário Maia.

    A conjunção inferior de 08/06/2004
    Tratou-se justamente da oportunidade para refletir sobre os nossos próprios valores, tanto no plano individual como no coletivo. Foi a oportunidade para rever idéias e conceitos (ocorre em Gêmeos), como também, de estabelecer pontes e conexões entre pessoas ao invés de continuarmos a semear discórdia e desagregação.
    A consciência, representada pelo Sol, energiza e vitaliza os significados de Vênus, ligados ao amor desinteressado. O artista Nicholas Roerich (www.roerich.org/) foi o criador da Bandeira da Paz e dos Direitos Universais do Homem, ratificado pela ONU. É hora de praticarmos seus princípios conscientemente e de uma maneira coletiva, começando por nossa vizinhança, especialmente nos aspectos de refinamento, sensibilidade e arte.
    É preciso deixar de lado mexericos, fofocas e intrigas e reassumir o nosso papel de seres humanos, que sabem e sabem que sabem, parando de teorizar e colocar na prática outro conjunto de regrinhas básicas: Os 10 Mandamentos.

    Utopia? Quem sabe? Pergunte a Vênus ou espere até 2012...

    Enquanto isso, no Oriente Médio, prosseguem os ataques sobre o Líbano...

    July 31

    Estupidez

    Qualquer guerra é estúpida!!! Qualquer agressão a outro ser humano é estupidez!!!
    Mas o que estamos vendo (há fotos em vários sites) com a população civil no Líbano é atroz.
     
    Não adianta culpar os astros... Primeiro, há suspeitas de que as cirurgias pelas quais passou Ariel Sharon foram mal conduzidas, os procedimentos, considerando o seu quadro anterior, incorretos. Depois, a paz aparente da região, negociada principalmente por líderes hoje mortos, não tolerada pelas diversas facções que fazem parte daquele país.
    Porém, precisamos ir mais além, à época do Tratado de Versalhes, uma verdadeira violência a diversos povos de várias regiões do globo. Este tratado dividiu nações, criou paises, sem levar em conta suas etnias, seus povos, características linnguísticas, etc... E assim, vários povos considerados minorias foram divididos por fronteiras políticas pouco representativas. Apenas interesses econômicos contavam. E assim surgiram os países árabes como hoje os conhecemos. Viva a Inglaterra e a França!!!
     
    Bem, como sabemos, as minorias se multiplicam muito mais que as maiorias, justamente em razão de sua baixa escolaridade. Essa multiplicação gera milhares de pessoas sem condições mínimas de vida e, logicamente, podemos concluir que lhes é destinada a miséria e a marginalidade (parece que conhecemos algo semelhante nas metrópoles brasileiras, não é?). Para esses seres igualmente humanos, chega um momento em que a vida não tem mais grande valor, uma vez que suas perspectivas futuras praticamente inexistem.
    Se juntarmos a componente religiosa, o fanatismo e o dogmatismo, encontramos pessoas que são facilmente cooptadas para as milícias armadas daquela região do globo. São várias, porque existem várias divisões no meio islâmico.
     
    O caldeirão é bastante simples: trata-se de uma guerra em que os palestinos (os filisteus da Bíblia) ficaram temporariamente em segundo lugar, mas são o motivo de segundo plano para esta guerra óbvia. Na medida em que os palestinos foram desarmados e as milícias (alimentadas pelos sírios e incentivadas pelo Irã) assumiram a dianteira dos conflitos.
     
    O primeiro erro, ouso escrever, foi estabelecer fronteiras arbitrárias para o Estado de Israel numa região que já era um barril de pólvora mal resolvido a milênios. Os erros restantes são a conivência, especialmente dos EUA (maior população judaica no mundo) no modo de restabelecer a paz.
     
    Solução? Não dá mais para tirar Israel de lá... Mas é preciso força política e coragem para dissolver as milícias naquela região, uma vez que elas ameçam igualmente a segurança da população civil lançando foguetes diariamente sobre aquela nação. Do contrário, o Líbano se tornará novamente o inferno de Dante.
     
    Gente, eu estive lá por algumas vezes, entre 1986 e 1989. Os caças Phantom israelenses sobrevoavam as montanhas por trás de Beirute. Havia tanques sírios por toda parte. O hotel Hilton era destruição pura, o mesmo dizendo da Escola Americana. Para quem não conhece, o Líbano é um país com uma conformação geográfica e morfológica linda. Foi uma espécie de Suíça do Oriente Médio, extremamente rica. Há alguns anos, investiu forte em turismo, para recompor as suas divisas. Trata-se de um povo limpo, cordial e leal, que não merece ser castigado por ninguém que seja.
    A estupidez humana, porém, prevalece e o mais forte bate no mais fraco. As escaramuças fazem pesadas baixas em ambos os lados. É preciso parar de produzir armas!!! E investir esse dinheiro na produção de alimentos, como anteviu Gorbachev (quem se lembra dele? o da mancha na testa?).
     
    Abraços e Paz
    March 25

    Sobre os eclipses

    De todos os fenômenos visíveis no céu, os eclipses sempre foram os que mais assombraram a humanidade e estimularam sua imaginação. Trata-se de um espetáculo impressionante quando o a Lua se interpõe diante do disco solar e o oculta.
    Grande era o alívio quando, pouco a pouco, a claridade voltava a surgir à medida que a Lua "liberava" a luminosidade proveniente dos raios do Sol.
    O ocultamento do Sol originou muitas superstições e crendices que, mesmo que aparentemente infundadas, mostraram através da prática e da observação, não estarem totalmente desprovidas de razão. Os povos antigos imaginavam que um dragão se punha a devorar o Sol.
    Em Gênesis 1:14, há uma passagem que diz que “...Sejam feitos luzeiros no firmamento do céu, e separem o dia da noite, e sirvam para distinguir os tempos, os dias e os anos...”, reafirmando a importância atribuída pelos antigos a esses dois astros.
    Ptolomeu dizia que a falta das luminárias, que consiste no obscurecimento e privação momentânea da luz, não pode ser mais do que um funesto presságio de calamidades inevitáveis. O fato, entretanto, é que quando ocorre um eclipse, há também uma quebra, uma ruptura da ordem estabelecida, da harmoniosa regularidade dos movimentos celestes e, conseqüentemente, um desarranjo na vida.
    Ainda segundo Ptolomeu, o eclipse diz respeito apenas à parte do mundo onde o ocultamento é visível. Afeta mais particularmente os países que correspondem ao signo no qual se produz. Em média, seus efeitos perduram em torno de seis meses, criando uma região sensível no Zodíaco. Para este fim, consideramos particularmente o ocultamento do Sol.
    Para definir sua natureza, levamos em conta o regente do eclipse, as estrelas fixas que fazem parte do tema, bem como os planetas que estiverem envolvidos na configuração. De uma forma genérica, podemos dizer que os signos humanos dizem respeito à humanidade; os signos animais, aos animais em geral; os signos terrestres, aos sismos; e os de água, às inundações e tempestades. Os signos cardinais falam de regiões; os fixos, de edificações; os mutáveis, de meios de transporte.