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25 August E nem nunca foi!!! 
Alguns astrólogos já pontuaram que a Astrologia existe há milênios, empregando apenas cinco planetas mais Sol e Lua e sempre funcionou, deu certo. Não é porque os astrônomos, numa importante reunião realizada ontem, em Praga, decidiram que este ex-planeta passou à categoria de planeta-anão (abaixo inclusive dos asteróides!!!) que a Astrologia terá de rever seus conteúdos.
Plutão foi descoberto em 1930 e, até agora, ainda não completou uma órbita inteira em torno do Zodíaco. Para mim, esta é razão suficiente para que as informações decorrentes da interpretação deste corpo sejam levadas com cautela. Para quem não sabe, quando Urano e Netuno foram descobertos, simplesmente pegaram algumas atraibuições de outros planetas e as repassaram a eles, associando-os a certos mitos, como o que ocorreu recentemente com Quíron, uma pedra que sequer está mais dentro do Sistema Solar. Com isso, quero dizer que o que se atribui interpretativamente a Plutão é absolutamente empírico, um exercício de chutometria.
No entanto, tenho ainda outras razões para descartar o uso deste ex-planeta na interpretação dos gráficos astrológicos. Segundo a hipótese orgânica de Kepler, todos os corpos que surgiram por ocasião da explosão da estrela-Sol mantém relações entre si (a base da moderna teoria dos aspectos), tendo como principal finalidade a manutenção da vida, no caso, em nossa Terra. Cada um, por suas características físicas, teria como papel defender os planetas interiores dos corpos oriundos de fora do Sistema Solar. O livro do Horst Ochman detalha muito bem essa idéia sob a luz da moderna astrofísica. O tal do Plutão, os astrônomos em geral concordam, é um corpo que foi agarrado pela gravidade do Sol, vindo de fora do Sistema Solar.
O ser humano, em essência, não mudou em nada (basta vermos seu comportamento e atitudes em qualquer metrópole) e qualquer mapa pode muito bem ser interpretado apenas com os planetas tradcionais (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno). Urano e Netuno, segundo me ensinaram, são planetas geracionais. Em razão de seu período orbital, encontram-se além da experiência individual; portanto, contam apenas em termos de geração e é nesses termos que devem ser avaliados e ponderados numa interpetação. Há todo um conjunto de implicações apenas nesse conceito (simples), mas que a maior parte dos astrólogos parece não notar, faz de conta que não vê e repete suas contradições sem se dar conta disso.
Ninguém se separa porque Plutão transitou a cúspide da casa VII (isso dura, respeitadas as órbitas, retrogradação, etc.) cerca de cinco anos. Ninguém abre falência porque o ex-planeta transitou no Fundo do Céu, pelos mesmos motivos. Existem sempre outras indicações que mostram o processo em curso e, seu desfecho. 
De certo modo, podemos dizer o mesmo de Urano e Netuno. Ninguém perde a carteira porque Netuno transitou na cúspide da II. Como também ninguém rompe com a carreira apenas porque Urano transitou o MC (acabei de passar por isso e nem por isso deixei de ser astrólogo).
Falta senso crítico, fazer uma Astrologia pensada, refletindo nos conceitos básicos, essenciais, utilizados há milênios pelos nossos antecessores. De minha parte, estou desconfigurando Plutão de meus programas de Astrologia. 
10 August
Este artigo foi originalmente publicado no site Maha Djin, no final de maio de 2004. Foi readaptado para o momento atual, em que novamente se fala de portais e catástrofes.
Novamente, temos um evento astronômico que desperta a atenção de todos nós aqui em Gaia. Trata-se do Trânsito de Vênus, como os astrônomos o chamam. O astrólogos entretanto preferem chamar este evento de conjunção inferior. Este fenômeno só ocorre com os planetas inferiores, ou seja, Mercúrio e Vênus, que têm suas órbitas entre a Terra e o Sol. No caso de Vênus, esta conjunção se torna mais importante em virtude de sua raridade. Na grande maioria de suas conjunções inferiores, este planeta passa um pouco abaixo ou acima do disco solar. No dia 08/06/2004, pela manhã, ao olharmos para o Sol, observamos uma pequena mancha deslocando-se de sudoeste para nordeste. Esta “mancha” é Vênus, perfeitamente alinhada com o Sol e a Terra. Este tipo de evento costuma ocorrer a grandes intervalos de 105,5 ou 121,5 anos, aos pares, com o segundo trânsito ocorrendo cerca de oito anos após o primeiro. Ou seja, em junho de 2012 teremos o segundo par desta conjunção e depois, apenas nos anos de 2117 e 2125.
O fim da Atlântida No último capítulo do livro acima citado, de Otto Muck, encontramos uma referência interessante a respeito desta conjunção, datada em 05/06/8498 AC e incluindo a Lua entre a Terra e Vênus. Segundo o autor, este teria sido o Dia Zero do Calendário Maia, assinalando a data da destruição de Atlântida em virtude da passagem de um planetóide entre a Lua e o nossa Terra. Este dado é confirmado por alguns astrônomos, especialmente por Henseling. Este último praticamente confirma pesquisas mais recentes empreendidas pelo professor Argüelles sobre a validade e a finalidade do referido calendário. A propósito, o Calendário Maia assinala para julho de 2012 uma mudança de ciclo na biosfera e que inclui uma série de observações e previsões, como a dissolução dos organismos internacionais, a mudança de paradigmas monetários, etc..
O Mito de Vênus Em estórias mais antigas de diversos povos, Vênus é considerada filha do Sol e da Lua. E, à medida que mais deuses foram agregados ao panteão celeste, esta deusa passou a ser responsável pela fertilidade do planeta. Outros mitos e lendas foram surgindo e ela passou a reger também o amor erótico, o refinamento e a sensibilidade artística. É preciso lembrar que a fertilidade ocorre em vários níveis, uma vez que o ser humano é dotado do dom de criar; conseqüentemente, esta sensibilidade pode ocorrer nos diversos níveis aos quais ela se propõe. Um dos mitos de Vênus diz que ela nasceu do sangue que jorrou dos testículos de Urano e que caiu no mar. Dessa espuma, brotou uma deusa belíssima, que chegou a ser invejada no Olimpo por sua beleza. Dois aspectos não devem passar desapercebidos aqui: 1. Seu pai é Urano, um titã que governa as catástrofes inesperadas, as tempestades súbitas. 2. Vênus não provém de uma união sexual, não tem uma “mãe” e não foi criada a partir do amor. Por esta razão, este planeta possui ainda uma natureza singular e amoral, muitas vezes individualista, que inclui o fato de que um dos elementos que permitiu o seu nascimento ser o sangue. O sangue é normalmente associado como o veículo ou receptáculo da alma. Podemos concluir então que Vênus é depositária do espírito de seu pai através do sangue a originou.
O planeta Vênus Este planeta possui ainda características próprias. Além de estar envolto numa densa atmosfera que impede de se observar sua superfície, seu movimento de rotação se processa ao contrário de todos os demais corpos do sistema solar. Todos os planetas “giram” no sentido anti-horário e Vênus o faz no sentido horário. A rotação anti-horária cria uma força centrípeta, para dentro, enquanto com Vênus, esta força se torna centrífuga e dirigida para fora. Segundo o astrólogo Martin Schulman, o objetivo simbólico de Vênus ao girar no sentido horário é irradiar a evolução através do desenvolvimento espiritual da sociedade através da compreensão do amor como fator agregador. Esta característica é abordada pelo autor quando se refere ao fato de Vênus não possuir pólos magnéticos, constituindo-se assim num planeta de identidade única, sem divisões ou dicotomias. As características peculiares de Vênus apenas reforçam a hipótese de estar simbolicamente envolvido no cataclisma de Atlântida e no início do Calendário Maia.
A conjunção inferior de 08/06/2004 Tratou-se justamente da oportunidade para refletir sobre os nossos próprios valores, tanto no plano individual como no coletivo. Foi a oportunidade para rever idéias e conceitos (ocorre em Gêmeos), como também, de estabelecer pontes e conexões entre pessoas ao invés de continuarmos a semear discórdia e desagregação. A consciência, representada pelo Sol, energiza e vitaliza os significados de Vênus, ligados ao amor desinteressado. O artista Nicholas Roerich (www.roerich.org/) foi o criador da Bandeira da Paz e dos Direitos Universais do Homem, ratificado pela ONU. É hora de praticarmos seus princípios conscientemente e de uma maneira coletiva, começando por nossa vizinhança, especialmente nos aspectos de refinamento, sensibilidade e arte. É preciso deixar de lado mexericos, fofocas e intrigas e reassumir o nosso papel de seres humanos, que sabem e sabem que sabem, parando de teorizar e colocar na prática outro conjunto de regrinhas básicas: Os 10 Mandamentos.
Utopia? Quem sabe? Pergunte a Vênus ou espere até 2012...
Enquanto isso, no Oriente Médio, prosseguem os ataques sobre o Líbano...

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