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    10 February

    Eclipses 2007

    De todos os fenômenos visíveis no céu, os eclipses sempre foram os que mais assombraram a humanidade e estimularam sua imaginação. Trata-se de um espetáculo impressionante quando o a Lua se interpõe diante do disco solar e o oculta.
    Grande era o alívio quando, pouco a pouco, a claridade voltava a surgir à medida que a Lua "liberava" a luminosidade proveniente dos raios do Sol.
    O ocultamento do Sol originou muitas superstições e crendices que, mesmo que aparentemente infundadas, mostraram através da prática e da observação, não estarem totalmente desprovidas de razão. Os povos antigos imaginavam que um dragão se punha a devorar o Sol.

    Em Gênesis 1:14, há uma passagem que diz que “...Sejam feitos luzeiros no firmamento do céu, e separem o dia da noite, e sirvam para distinguir os tempos, os dias e os anos...”, reafirmando a importância atribuída pelos antigos a esses dois astros.

    Ptolomeu dizia que a falta das luminárias, que consiste no obscurecimento e privação momentânea da luz, não pode ser mais do que um funesto presságio de calamidades inevitáveis. O fato, entretanto, é que quando ocorre um eclipse há também uma quebra, uma ruptura da ordem estabelecida, da harmoniosa regularidade dos movimentos celestes e, conseqüentemente, um desarranjo na vida.
    Ainda segundo Ptolomeu, o eclipse diz respeito apenas à parte do mundo onde o ocultamento é visível. Afeta mais particularmente os países que correspondem ao signo no qual se produz. Em média, seus efeitos perduram em torno de seis meses, criando uma região sensível no Zodíaco. Para este fim, consideramos particularmente o ocultamento do Sol.

    Para definir sua natureza, levamos em conta o regente do eclipse, as estrelas fixas que fazem parte do tema, bem como os planetas que estiverem envolvidos na configuração. De uma forma genérica, podemos dizer que os signos humanos dizem respeito à humanidade; os signos animais, aos animais em geral; os signos terrestres, aos sismos; e os de água, às inundações e tempestades. Os signos cardinais falam de regiões; os fixos, de edificações; os mutáveis, de meios de transporte.

    Obviamente, quanto mais exato, mais intensa será a qualidade ou a gravidade do fenômeno indicado.

    Os eclipses se formam aos pares. Para que o fenômeno possa acontecer, é preciso que produza uma Lua Nova ou Cheia na proximidade dos Nodos Lunares. Dessa forma, temos alinhados entre si o Sol, a Terra e a Lua.
    No eclipse do Sol, a Lua se interpõe entre o astro do dia e a Terra. Como o diâmetro relativo de ambos é muito semelhante, subtrai uma boa porção de luz do nosso planeta, criando um cone de sombra.
    Quando é a Terra que se interpõe entre o Sol e a Lua, esta última é eclipsada, o que quer dizer que é a Terra que projeta um cone de sombra em nosso satélite.
    O ocultamento pode durar cerca de seis horas, permanecendo o eclipse em seu ápice por cerca 1:45 horas.

    Seguem os eclipses durante o ano de 2007:

    Data

    Eclipse

    Hora

    Tipo

    Zodíaco

    03/03

    Lunar

    00:23

    Total

    12º VI 59’

    18/03

    Solar

    23:44

    Parcial

    28º PE 07’

    28/08

    Lunar

    07:36

    Total

    04º PE 45’

    11/09

    Solar

    09:45

    Parcial

    18º VI 25’

    Nota: Hora de Brasília