10 February
De todos os fenômenos visíveis no céu, os eclipses sempre
foram os que mais assombraram a humanidade e estimularam sua imaginação.
Trata-se de um espetáculo impressionante quando o a Lua se interpõe diante do
disco solar e o oculta.
Grande era o alívio quando, pouco a pouco, a claridade voltava a surgir à
medida que a Lua "liberava" a luminosidade proveniente dos raios do
Sol.
O ocultamento do Sol originou muitas superstições e crendices que, mesmo que
aparentemente infundadas, mostraram através da prática e da observação, não
estarem totalmente desprovidas de razão. Os povos antigos imaginavam que um
dragão se punha a devorar o Sol.
Em Gênesis 1:14, há uma passagem que diz que “...Sejam feitos luzeiros no
firmamento do céu, e separem o dia da noite, e sirvam para distinguir os
tempos, os dias e os anos...”, reafirmando a importância atribuída pelos
antigos a esses dois astros.
Ptolomeu dizia que a falta das luminárias, que consiste no obscurecimento e
privação momentânea da luz, não pode ser mais do que um funesto presságio de
calamidades inevitáveis. O fato, entretanto, é que quando ocorre um eclipse há
também uma quebra, uma ruptura da ordem estabelecida, da harmoniosa
regularidade dos movimentos celestes e, conseqüentemente, um desarranjo na vida.
Ainda segundo Ptolomeu, o eclipse diz respeito apenas à parte do mundo onde o
ocultamento é visível. Afeta mais particularmente os países que correspondem ao
signo no qual se produz. Em média, seus efeitos perduram em torno de seis
meses, criando uma região sensível no Zodíaco. Para este fim, consideramos
particularmente o ocultamento do Sol.
Para definir sua natureza, levamos em conta o regente do eclipse, as
estrelas fixas que fazem parte do tema, bem como os planetas que estiverem
envolvidos na configuração. De uma forma genérica, podemos dizer que os signos
humanos dizem respeito à humanidade; os signos animais, aos animais em geral;
os signos terrestres, aos sismos; e os de água, às inundações e tempestades. Os
signos cardinais falam de regiões; os fixos, de edificações; os mutáveis, de
meios de transporte.
Obviamente, quanto mais exato, mais intensa será a qualidade ou a gravidade do
fenômeno indicado.
Os eclipses se formam aos pares. Para que o fenômeno possa acontecer, é preciso
que produza uma Lua Nova ou Cheia na proximidade dos Nodos Lunares. Dessa
forma, temos alinhados entre si o Sol, a Terra e a Lua.
No eclipse do Sol, a Lua se interpõe entre o astro do dia e a Terra. Como o
diâmetro relativo de ambos é muito semelhante, subtrai uma boa porção de luz do
nosso planeta, criando um cone de sombra.
Quando é a Terra que se interpõe entre o Sol e a Lua, esta última é eclipsada,
o que quer dizer que é a Terra que projeta um cone de sombra em nosso satélite.
O ocultamento pode durar cerca de seis horas, permanecendo o eclipse em seu
ápice por cerca 1:45 horas.
Seguem os eclipses durante o ano de 2007:
|
Data
|
Eclipse
|
Hora
|
Tipo
|
Zodíaco
|
|
03/03
|
Lunar
|
00:23
|
Total
|
12º VI 59’
|
|
18/03
|
Solar
|
23:44
|
Parcial
|
28º PE 07’
|
|
28/08
|
Lunar
|
07:36
|
Total
|
04º PE 45’
|
|
11/09
|
Solar
|
09:45
|
Parcial
|
18º VI 25’
|
Nota: Hora de Brasília