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31 October
Há 500 anos, os índios acreditavam que a região onde está o centro de São Paulo era um lugar carregado de energia negativa. Diziam que o Rio Anhangabaú, que deu nome ao vale, tinha águas mal-assombradas. Não por acaso, seu nome significa 'rio do mau espírito'. Talvez não seja coincidência, então, que o centro reúna muitas das histórias sobre fantasmas na capital. Dizem, por exemplo, que o Largo de São Francisco, endereço da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), é assombrado pela alma do professor Júlio Frank. O corpo dele foi enterrado no pátio da escola porque Frank era protestante e os cemitérios que existiam em 1841 se recusavam a aceitá-lo. Igualmente arrepiantes são as lendas que tratam da loira do Edifício Martinelli. Há vários relatos sobre uma menina estranha que circula pelo edifício com o rosto escondido pelo cabelo claro e comprido. Alguns dizem que ela não tem face. Talvez os mais notórios fantasmas do centro sejam os do Teatro Municipal. 'Todo bom teatro tem um bom fantasma', brinca a guia de visitação do Municipal Vera Salles. Ela conta que uma antiga administradora da casa já viu espíritos cantando e tocando o piano. O teatro está aberto para visitas gratuitas. Basta agendar um horário (tel.: 0--113223-3022, r. 256).
IGREJAS E CEMITÉRIOS
No bairro da Liberdade, a principal lenda é sobre a Capela da Santa Cruz dos Enforcados e o soldado Chaguinhas. Em 1821, o militar deveria ser enforcado, mas a corda se rompeu na hora da execução. A população interpretou isso como um sinal divino. O governo, porém, colocou o soldado na forca novamente e conseguiu matá-lo. Alguns acreditam até hoje que a alma dele vague pela capela construída em sua homenagem. Para conhecer túmulos históricos, a pedida é uma volta pelo Cemitério da Consolação, onde foi enterrada, por exemplo, a Marquesa de Santos. Além do lado sombrio, o cemitério conta com 300 obras de arte e belas esculturas. Se você preferir mordomia para conhecer os pontos mal-assombrados da capital, agende um tour da Graffit Viagens. A empresa transporta os turistas em ônibus decorados com fantasminhas. 'Vamos a lugares de mau agouro e a locais em que foram cometidos crimes desde a época de São Paulo colônia até hoje', diz o dono da Graffit, Carlos Roberto Silvério. O roteiro custa R$ 30 por pessoa. Outras informações: (0--11) 5549-9569.
por Silvia Campos, da redação do Estadão 30 October
Junto com Beltane, este festival corresponde a um dos grandes portais de acesso ao Outro Mundo, dividindo o ano em duas estações, uma de luz e outra de escuridão. Alguns estudiosos sugerem que este festival era mais importante que Beltane e que provavelmente era início de todo o ciclo anual celta, uma vez que, para eles, o dia se iniciava à noite. Compreendiam que é no silêncio das sombras e da escuridão que se ouviam os sussurros que anunciavam os novos começos e a nova atividade das sementes sob a terra. Era um festival cuja celebração se iniciava na noite de 31 de outubro, o que deu origem ao Halloween. Literalmente, significa fim do verão. A cristianização dos festivais pagãos fez corresponder com o “Dia de Todos os Santos” e do “Dia de Finados”. Em ambas ocasiões, preces e orações são dedicadas àqueles que já partiram e se encontram em outros planos de existência. Ao longo dos séculos, entretanto, a crença popular generalizada era de que nesses dias os véus entre os reinos ficam extremamente tênues e as almas transitavam livremente entre os vivos. E talvez por isso mesmo, esses dias sempre foram propícios para realizar práticas mágicas ou divinatórias, graças à “assessoria” dos povos dos outros reinos.
No Hemisfério Norte e para aqueles que vivem no campo, esta data é o início do inverno, época para recolher o gado e verificar as provisões para o período de frio e neve. Oferendas eram dedicadas aos deuses após as últimas colheitas e tudo que fosse possível seria estocado para resistir à mais fria estação do ano. É desnecessário dizer a importância do estoque de lenha, para o aquecimento dos lares. Para os tradicionais irlandeses, esta era de fato a principal festa do ano, ocasião para se reunirem no centro de suas vilas. Realizavam a “Festa de Tara”, centrada no mito do Rei Sagrado com o coração da terra sagrada. Assim, encenava-se um ritual de concepção para o ano que se principiava. Em todas as casas da região, os fogos eram apagados até que os druidas acendessem novamente a chama para o novo ano.
Diz-se que por ocasião do Samhain os deuses se aproximam da Terra, assim, muitas oferendas e sacrifícios eram realizados em sua homenagem, bem como, ações de graças pelas novas colheitas. Muitas vezes, objetos representando os desejos de cada um eram igualmente oferecidos aos deuses e incinerados nas chamas do festival. Ao final, cada família conduzia uma tocha para a sua própria casa, para reacender os fogo dos lares e assim, reacender os sonhos, os desejos e as novas perspectivas para o ano que se iniciava. 16 October Diversos acidentes aéreos vem sendo notíciados em todas as mídias e, de olho no calendário, acabo de chegar a uma conclusão: as culpadas são as bruxas!!!
E porque eu digo isso? Dia 31/10 é Dia das Bruxas. Elas se reúnem de todos os cantos e fazem a sua convenção anual. Há delas em todas as partes do mundo e, acima de tudo, bruxas de todos os tipos. Tenho recebido e-mails falando de pré-convenções... Se você prestar atenção e ficar um certo tempo olhando para o céu, logo notará um vulto sobre uma vassoura voadora. E se ficar ainda mais tempo, acabará vendo mais delas.
Mas tem ainda aquelas bruxas mais modernas, que não dispensam uma tecnologia hi-tech, voando pelos ares em vaporettos de último tipo.
E o que isso tem a ver com os acidentes aéreos nessa época do ano? É sempre na mesma época, e não adianta arrumar uma "desculpa astrológica", pois isso vem ocorrendo em todos os anos e em todo o mundo.
As bruxas são que nem os motoristas de final de semana, não têm o hábito de saírem voando por aí toda hora. E nessa época, há mais delas voando que urubus nas proximidades de aeroporto (brasileiro). Alguém vai ainda me dizer que "mulher no volante, perigo constante"... bem, não posso concordar, pois conheço muitas que dirigem melhor que muito "motorista profissional"...
Mas não é o caso das bruxas em suas vassouras e vaporettos... muitas, diversas delas, voando por aí...
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